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Basta uma atitude para ser o divisor de águas em sua vida



Quantas vezes você se abstém de falar algo ao outro, algo que você não gostou, chateou-se, mas não disse para não desagradá-lo(a) ou incomodá-lo(a).


"Ah! Eu não quero incomodar!".

"Deixa pra lá, está tudo bem!".


Só que ao afirmar "está tudo bem", na verdade não está porque para dizer isso ao outro, você disse NÃO para si, engoliu os famosos "sapos", os quais volta e meia te oportunam.


Você permite se sentir desconfortável para que o outro se sinta confortável.

Você permite se sentir triste para que o outro se sinta alegre.

Você permite se sentir moldado para que o outro se sinta livre.

Você permite mentir para si para o outro viver a verdade dele.

Você permite.


E ao final, os outros fazem, falam e agem como querem enquanto você fica nesta "sinuca de bico", por vezes adoece de tanto somatizar situações e palavras que feriram ou "deixou pra lá".


Com isso, questiono: para quê?


O que você precisa do outro?


Vale passar por cima de você pelo outro? Ele(a) é tão importante a tal ponto?


Com qual intuito você está dizendo sim ao outro e não a você?


Tais questionamentos têm rodeado minha vida nos últimos meses e sabem o que eu ganhei com isso? Pessoas se afastaram, outras mostraram quem são (diferentemente da idealização e/ou projeção criada por mim), mas acima de tudo estou vivenciando a minha verdade e não a do outro.


Por muito tempo agi do modo como descrevi acima, e isso me trouxe consequências... sofri com dores no estômago, tive inúmeras sinusites, desenvolvi gastrite nervosa, dores na garganta e por ai vai...


Toda ação e toda escolha tem uma consequência. E se você escolher desagradar a si e não o outro, mais cedo ou mais tarde pagará o preço. Você quer pagar por isso? Está disposto(a)?


Tenho certeza que você não quer se sentir assim e fazer isso consigo, porém é você quem faz as suas escolhas. É você quem ensina o outro a lhe tratar. Você quem impõe limites, o que quer, o que não quer, o que gosta e desgosta, o que permite e não permite. É você!


E nessas situações há dois tipos de pessoas:


a) aquela que somente está ao seu lado porque você continua afirmando SIM, porque você continua fazendo o que ela quer, você é "bom/boa", "querido(a)", "gente fina". Porém, quando você faz o contrário ela não aceita, alega que sua atitude está errada (na visão dela) e lhe culpa pela situação. Consequentemente se afasta, afinal você deixou de fazer o que ela quer. Você impôs seu limite, mas ela, por estar acostumada a desrespeitá-lo(a), se assusta e se afasta.


b) aquela que percebe estar desrespeitando o seu limite e reconhece o que fez. Entende o movimento que você está experienciando na vida e o(a) incentiva. Permanece ao seu lado. Ambos aprendem e crescem. Evoluem!


Quando ocorre a situação descrita na alínea "a" você pode encarar de dois modos:


(i) aceitar o que a pessoa fez, concordar que a culpa é sua, acreditar na "historinha" do outro e permitir que continue agindo do mesmo modo; ou,


(ii) encarar tal atitude como um grande divisor de águas.


Explico.


Na opção (i) você vivencia uma relação indigna porque a pessoa permanece na sua vida agindo do mesmo modo, sem respeitar os seus limites (se é que você impõe algum), e você não será verdadeiro(a) consigo. Continuará dizendo SIM para o outro e NÃO para você.


Já na opção (ii) você transmite a sua verdade e automaticamente faz uma limpeza de pessoas em sua vida, pois só permanece quem realmente gosta de você e quer continuar nutrindo essa relação, aceitando defeitos, qualidades, superando desafios, como todo vínculo entre indivíduos. A diferença é que aqui você está se respeitando e respeitando o outro também. Informando até onde ele(a) pode ir . Você vive uma relação saudável consigo e com os outros.,


A escolha é sua.


Mariana S. Bertoletti.






 
 
 

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©2021 por Mariana S. Bertoletti.

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